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ARM SUL-AMERICANA

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Hospitalidade x segurança

O que a hospitalidade e a segurança têm em comum?

A cada semana, simpáticos recepcionistas são escolhidos para um importante papel: levar calor e hospitalidade a quem chega à igreja.

Cabe aos recepcionistas também a tarefa de guiar os visitantes para a Classe da Escola Sabatina correta, para um lugar disponível na nave da Igreja, ou para outros espaços comuns.

Esse acolhimento é dirigido a todos os visitantes. Mas, sujeitos com má intenção podem ver nas portas abertas das Igrejas um alvo fácil para seus propósitos, ao mesmo tempo, os líderes são tentados a pensar que um incidente ruim não acontecerá com eles, e deixar esse assunto de lado.

Promover uma experiência cada vez mais hospitaleira é mister para uma Instituição cujo objetivo é construir relacionamentos e assim cumprir a missão de espalhar a mensagem de Deus. 

Experiências como roubo e vandalismo, bem como notícias de incidentes violentos podem motivar as Igrejas a rever ou, inclusive, a adotar planos de segurança. Porém, como atingir o ideal de hospitalidade sem perder de vista a preservação da Igreja e de seus membros?

A solução é a cooperação.

A ideia de que a segurança é apenas algo que merece reflexão e não ação, ou ainda, algo que basta ser delegado para um diácono principal, não é um modelo viável para nossos momentos atuais ou para o futuro, de acordo com o consultor de segurança da Igreja, Lewis A. Eakins em seu artigo “Boa segurança da Igreja significa boa hospitalidade”.

De forma cuidadosa, deve-se estabelecer equipes de segurança com membros focados na missão, com uma forte fundamentação espiritual. Essa equipe irá examinar riscos e assim construir planos e parcerias para mitigá-los. Aqueles que são muito entusiasmados pelo papel e se vêem envolvidos em conflitos, podem não se ajustar a esse importante ministério.

Incluir membros ou líderes do Ministério da Recepção no planejamento da segurança oferece vantagens complementares à segurança da Igreja. São eles que compõem a linha de frente em contato com aqueles que ingressam nos Templos. Se devidamente preparados, seus olhos e ouvidos podem detectar perigos em potencial e rapidamente se comunicar com a equipe responsável pela segurança, ou com as autoridades, caso seja necessário.

Em “Adoração sem preocupação: segurança e proteção para locais de adoração”, Tina Lewis Rowe, ex-policial e marechal dos Estados Unidos, oferece estas sugestões para avaliar uma preocupação ou possível ameaça:

  • De forma cortês, separe a pessoa em questão das outras;
  • Fale em um tom de voz normal e calmo, mas mantenha alguma distância entre você e a outra pessoa;
  • Sinalize para outro recepcionista/membro da equipe se você estiver cada vez mais preocupado durante a conversa;
  • Se você ainda estiver preocupado, mesmo que não tenha detalhes, informe um recepcionista no templo sobre suas preocupações. Se você for um recepcionista no templo, alerte os outros recepcionistas para que eles possam compartilhar da sua preocupação e continuar observando a situação;
  • Em caso de dúvida, ou se a situação se agravar ou não puder ser resolvida, ligue para a polícia ou peça para outra pessoa ligar imediatamente e
  • Não tente deter uma pessoa que quer sair do templo antes da chegada da polícia.

A colaboração entre a equipe de planejamento de segurança e a equipe de hospitalidade fornecerá uma abordagem mais holística para cuidar dos membros e visitantes que frequentam nossas instalações. Elevar a conversa por meio da educação sobre as necessidades, realidades e respostas apropriadas permitirá que seus voluntários sejam calorosos e convidativos, bem como eficazes na preservação da segurança de seus ministérios.

“Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; sede, pois, prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas” (Mateus 10:16, KJV).

Texto adaptado de:

https://adventistrisk.org/en-us/safety-resources/solutions-newsletter/2022/march/nadeng-hospitality-vs-hostile-intent

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