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Homens respondem por 94% dos acidentes de trânsito no estado de SP no primeiro trimestre de 2020, diz Infosiga

A razão, segundo os especialistas, é que as mulheres são mais cautelosas na direção, contrariando um velho preconceito de que mulheres não sabem dirigir.

Um levantamento do Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo (Infosiga) revelou que os homens são responsáveis por 94% dos acidentes de trânsito no estado de São Paulo no primeiro trimestre deste ano.

A razão, segundo os especialistas, é que as mulheres são mais cautelosas na direção, contrariando um velho preconceito de que mulheres não sabem dirigir.

Apenas 6% dos acidentes de trânsito registrados no estado de São Paulo envolveram mulheres na direção, segundo o banco de dados do governo estadual.

Quatro em cada 10 pessoas que dirigem no estado de São Paulo são do sexo feminino. São cerca de 26 milhões de condutoras.

A psicóloga Isabela Gondra, que trabalha em um Centro de Formação de Motoristas exclusivo para mulheres, explica que não há nada fisiológico que justifique a diferença de comportamento entre homens e mulheres no trânsito.

“É meramente comportamental e cultural. Tem a questão da disputa entre homens. Então o homem quer ser melhor que o outro na relação do carro, do trânsito. A mulher é mais cuidadosa e o homem é mais impulsivo, agressivo mesmo”, afirma.

A cautela se reflete na fiscalização, de acordo com Neiva Direito, vice-presidente do Detran-SP.

“Eu acho que os próprios números já falam por isso. Nós realmente somos muito mais cautelosas no trânsito. Nós temos um levantamento do Infosiga que apura que das 91 mil Carteiras Nacional de habilitação (CNHs) suspensas, as mulheres representam 26% deste número.”

Este aspecto também conta na hora de contratar um seguro para o carro, de acordo com o corretor de seguros Marcelo Simões dos Santos.

“Como a seguradora calibra o preço do seguro de acordo com o risco, uma vez que o risco da mulher é um pouco menor que o homem, então ela tem um preço do seguro de 10 a 15% em geral menor do que o homem. Pelo fato de ela ter uma condução com maior cautela que o homem, até os danos de uma colisão eles acabam sendo com custos menores pra reparação do veículo”, afirma.

Mesmo com os números a favor, a Alessandra Cabral, que é motorista de aplicativo, diz que o fato de ser mulher ainda gera desconfiança de muitos passageiros.

“Há passageiros homens que simplesmente cancelam por ser mulher. Em pleno 2020 onde falam tanto do empoderamento da mulher eu enxergo muito diferente nas ações. Às vezes até umas coisas tristes por parte de meninas mesmo. Às vezes meninas são impacientes com outras meninas. Mas em geral o homem tudo ele fala é mulher, é mulher, errou é melhor, fez caca é mulher, no geral é isso”, conta.

Fonte: https://g1.globo.com – Por Luiza Vaz, SP1 — São Paulo

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